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Pesquisa, sustentabilidade e economia no campo

  • Foto do escritor: AVIMIG
    AVIMIG
  • há 4 horas
  • 2 min de leitura

Uma das personalidades presentes no evento Alagro Summit 2026, realizado em maio, em Belo Horizonte, foi a pesquisadora Mariângela Hungria, Prêmio Nobel da agricultura mundial 2025 - World Food Prize (Prêmio Mundial de Alimentação). Agrônoma e microbiologista, ela trabalha na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), onde desenvolve microrganismos do solo que permitem às plantas absorver nitrogênio do ar de forma mais natural.


Mariângela Hungria proferiu a primeira palestra do encontro, com o tema “A revolução microbiológica no campo”, na qual explicou sobre os resultados da pesquisa e as formas de substituir fertilizantes químicos por alternativas sustentáveis. Um dos estudos apresentados é o que identificou e selecionou bactérias que facilitam a fixação do nitrogênio nas lavouras de soja. Esse nutriente é o mais requerido pela cultura, indispensável para que as plantas cresçam e se desenvolvam, e pode ser obtido gratuitamente na natureza, por meio de algumas bactérias do gênero Bradyrhizobium (risóbios).


A pesquisa deu origem a um produto chamado inoculante, que é misturado à semente na hora do plantio, e que, além de diminuir o impacto ambiental, é mais barato. "Não tenho dúvidas ao afirmar que, se não fosse a fixação biológica de nitrogênio na soja, hoje não seríamos os maiores produtores e exportadores de soja do mundo, porque seria inviável economicamente", disse ela. Atualmente, 85% das áreas com cultivo de soja no país adotam a inoculação.


Saúde do planeta

Em entrevista à Revista da AVIMIG, Mariângela Hungria contou que o trabalho apresentado no evento é o resultado de quatro décadas de investimento em pesquisa para a substituição total ou parcial de fertilizantes químicos por soluções biológicas na agricultura. “Isso traz muita economia para o agricultor, como no caso da soja. Na última safra, o país economizou US$ 26 bilhões, deixando de comprar fertilizante nitrogenado e ainda contribuindo com a saúde do planeta”, disse ela.


De acordo com a pesquisadora, no caso da soja, o país deixou de emitir 260 milhões de toneladas de CO2. “Para o agricultor, o resultado é lucro maior, além da qualidade de vida para toda a nossa geração. Nós temos de deixar legados. Então, para as gerações futuras, será esse legado de saúde do solo, alimentos com menos resíduos e uma produção muito produtiva, mas com maior sustentabilidade”, finalizou Mariângela Hungria.

 

Mariângela Hungria palestrando no Alagro Summit
Mariângela Hungria palestrando no Alagro Summit

 

 
 
 

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