O futuro do agro em pauta: AVIMIG presente no Alagro Summit 2026
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Quando um grande evento reúne as lideranças do agronegócio para discutir os rumos do setor, a AVIMIG está sempre presente. A Diretoria da entidade registrou com destaque sua presença no Alagro Summit Lide 2026, realizado, em maio, em Belo Horizonte, e que contou com o apoio da entidade. O encontro, que reuniu especialistas, empresários, lideranças e autoridades para debater inovação, sustentabilidade e os desafios do agro no cenário nacional, registrou as presenças do presidente do Conselho Diretor da AVIMIG, Antônio Carlos Vasconcelos Costa (CostaFoods), do diretor executivo, Oswaldo Silva, e do diretor técnico, Gustavo Fonseca, além da editora da Revista da Avimig, jornalista Maria Helena Dias.
Foi um dia de muito aprendizado, com palestrantes relevantes e painelistas que avançaram em temas polêmicos e de grande desafio para agronegócio. Entre eles, a necessidade do Brasil de investir mais para suprir a demanda por fertilizantes, para não enfrentar aumentos de preços como agora, devido à guerra no Oriente Médio. Outro ponto de destaque nas discussões foi a necessidade de o agronegócio brasileiro ser mais conhecido no mundo, por meio de investimentos em comunicação e marketing, buscando fortalecer a sua imagem.
Desafios do agro
O presidente da Academia Latino-Americana do Agronegócio (Alagro), Manoel Mário de Souza Barros, abriu o encontro com um discurso impactante: "Neste momento de crise, com guerras, insegurança jurídica e crise institucional, nós saímos na frente para defender o produtor rural, que é o principal ator de todo esse processo, pois é quem produz a comida de todas as pessoas". Ele também ressaltou a preocupação do setor com a alta dependência da importação de fertilizantes. Segundo Manoel Barros, o Brasil importa quase 90% do fertilizando total utilizado nas lavouras. “O fechamento do Estreito de Ormuz é um fator de risco para o setor e a geoeconomia global”, pontuou.
Nesse contexto, o diretor do Centro Global Agroambiental da Fundação Dom Cabral (FDC), Marcello Brito - para quem o Brasil avançou em agronomia, mas deixou no passado a gestão econômica, financeira e ambiental -, prevê que a dependência do Brasil por fertilizantes deve durar até 2050, já que, de acordo com ele, o Plano Nacional de Fertilizantes, que deveria ter sido implementado em 2010, só foi revisado em 2023.
Marcello Brito, que participou de um dos painéis, acredita que a dependência por fertilizando pode ser reduzida com a produção de biometano para diminuição do uso de diesel e a produção de fertilizantes a partir de dejetos de aves e suínos.
Orgulho nacional
O ex-ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) - entre 2003 e 2006, no primeiro governo Lula -, Roberto Rodrigues, na abertura do evento, ressaltou a importância da comunicação na difusão do agro brasileiro. Segundo ele, é preciso investir em campanhas de comunicação e marketing para mostrar o potencial do setor, que garante alimento para o mundo.
Roberto Rodrigues destacou a importância de se ter orgulho nacional do agronegócio brasileiro: “A maioria dos brasileiros não reconhece a importância do agronegócio para o país e, consequentemente, não sente orgulho. Essa falta de orgulho impede a valorização do setor e a transformação desse sentimento em ação concreta. Quando a população se orgulha do que fez, você transfere isso ao governo, que vai agir para defender, como acontece na França. Isso é o que nos falta. E com entusiasmo finalizou: “Eu quero ser campeão mundial da paz através do agro”.
Entre as muitas personalidades presentes estavam a Prêmio “Nobel” da Agricultura Mundial 2025 -World Food Prize, Mariângela Hungria, e o vice-presidente do Agro FBM & ADVB e conselheiro da Alagro, José Luiz Tejon.
Avicultura em foco
A AVIMIG, como entidade oficial representativa do setor avícola em Minas Gerais, se fez presente desde o início do evento, por meio de sua Diretoria, acompanhando as palestras e fazendo networking.
“A entidade não poderia deixar de estar presente nesse momento de discussão de importantes pautas do agronegócio, já que o agro é uma grande referência do Brasil. A AVIMIG representa, no encontro, todas as estruturas de negócios da avicultura, tanto de postura como de frango de corte, que têm um papel de relevância hoje na geração de renda, na geração de emprego e, principalmente, na garantia da alimentação de qualidade das famílias”. A afirmação é do presidente do Conselho Diretor da AVIMIG, Antônio Carlos Vasconcelos Costa.
Em conversa com Antônio Carlos Costa e em entrevista para a Revista da AVIMIG, o ex-ministro Roberto Rodrigues disse que acompanha o sucesso de Minas Gerais na agropecuária, ressaltando a percepção do estado nacionalmente. “Minas Gerais é vista como um estado que vem crescendo cada vez mais com base em tecnologia, competência e eficiência, como exemplo na proteína animal e em grãos. Nesse cenário, Minas tem sido uma referência importante para todos nós”.
Sobre o fato de Minas Gerais ter ultrapassado o Paraná na produção de ovos, assumindo o segundo lugar no ranking – perde apenas para São Paulo -, o ministro reafirmou: “Com competência, tecnologia, empreendedorismo, firmeza e objetivo, Minas tem conseguido se superar e seguir em frente”.
O vice-presidente de Finanças do Sistema Faemg/Senar, Renato Laguardia, que participou do painel “Brasil: A potência agropecuária e ambiental”, também falou para a Revista da Avimig sobre a relevância do estado no setor e do crescimento da avicultura: “Minas é referência do Brasil por sua diversidade de produção. O estado produz tudo que é relacionado ao setor agropecuário, que inclui a avicultura, que cada vez cresce mais, e cada vez com mais qualidade. E não é um crescimento desordenado, o que é muito bom”.
Citando que o agro mineiro superou a mineração em exportação, Renato Laguardia disse que “nós, mineiros, com a ajuda do governo estadual e das entidades, como a AVIMIG e outras, através da Faemg e do Senac, que qualifica os produtores rurais, produzimos cada vez mais em quantidade, mas com qualidade para a segurança alimentar, pois alimentamos o mundo. Então somos referências para o mundo em matéria de alimento”.
No setor de proteína animal, ele destacou o crescimento da avicultura no estado: “Percebemos o tanto que a avicultura vem crescendo em Minas, mas, se cresce, é com o apoio de uma instituição séria, uma instituição que trabalha em prol dos empresários e dos produtores rurais. Isso é muito importante. A Faemg é grande parceira da AVIMIG e das outras entidades, e tem um guarda-chuva que atende a todos do setor agropecuário”, concluiu.








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