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Marketing coletivo fortalece indústria de ovos

  • Foto do escritor: AVIMIG
    AVIMIG
  • 14 de nov. de 2025
  • 4 min de leitura

Marketing institucional e o trabalho conjunto entre entidades do setor têm sido decisivos para consolidar o ovo como alimento essencial na mesa do brasileiro, fortalecendo o consumo, a imagem do produto e a resiliência da cadeia diante das crises.


Mais do que alimento acessível e versátil, o ovo carrega consigo um desafio permanente: se manter competitivo e valorizado diante das variações de mercado, crises econômicas e da percepção do consumidor. Foi com este olhar que o economista e especialista em Agronegócio, Nélio Hand, diretor executivo da Associação dos Avicultores e Suinocultores do Espírito Santo (AVES/ASES), destacou a importância da promoção contínua, do marketing institucional e da ação coletiva de entidades setoriais para o desenvolvimento e a sustentabilidade da indústria de ovos no Brasil.


Segundo o economista, o primeiro passo para o fortalecimento do setor passa por compreender o que o consumidor entende por qualidade e, principalmente, como comunicar esses atributos de forma eficaz. Fatores como poder aquisitivo da população, embora externos e fora do alcance do setor, têm peso direto no consumo. Já o marketing persistente, controlado pelas entidades e empresas, é decisivo para transformar a compra de ovos em um hábito consolidado.


Economista, especialista em Agronegócio e diretor executivo da Associação dos Avicultores e Suinocultores do Espírito Santo (AVES/ASES), Nélio Hand defende a promoção contínua e a união entre entidades como pilares para aumentar o consumo, fortalecer a imagem do ovo e enfrentar crises econômicas.


O avanço do consumo per capita de ovos no país, hoje em torno de 270 unidades por habitante ao ano, com expectativa de alcançar 288 até o fim de 2025, é atribuído ao trabalho do Instituto Ovos Brasil e da Associação Brasileira de Proteína Animal, em conjunto com as associações estaduais. “O marketing institucional, voltado ao setor como um todo e não apenas às marcas, foi determinante para o crescimento do consumo interno, consolidando a presença do ovo no prato do brasileiro. O caminho até esse reconhecimento foi pavimentado com muita persistência e ações em massa de todos os elos do setor”, enfatizou Hand durante sua participação no Avicultor Mais 2025 – Frangos, Ovos & Peixes, realizado pela Associação dos Avicultores de Minas Gerais (Avimig), em meados de junho, no Expominas, em Belo Horizonte (MG).


Esse esforço coletivo inclui desde a conscientização da população até a defesa do setor diante de críticas. “Mais de 500 artigos técnicos e científicos foram produzidos para contestar informações equivocadas na imprensa sobre o consumo diário de ovos e dar respostas rápidas à sociedade. É esse respaldo que dá força e credibilidade ao setor”, evidenciou.

Mudança de hábitos

Na avaliação do economista, insistir e persistir em campanhas de valorização é o que transforma o consumo em hábito. “Esse trabalho precisa ser permanente. Se de uma hora para outra alguém desiste, todo o esforço construído pode ruir. O marketing, quando bem-feito, muda o comportamento da sociedade”, destacou.

Hand defende que a comunicação deve mostrar ao consumidor a real dimensão do alimento. “O ovo é saudável, versátil, acessível e pode estar presente diariamente na dieta. É o segundo alimento mais completo do planeta. Precisamos reforçar essa mensagem de forma contínua para que o consumidor inclua na sua alimentação um ovo por dia”, salientou.


Crise do milho


A crise do milho entre 2020 e 2021, quando o grão chegou a R$ 120 a saca, expôs a fragilidade da cadeia. No Espírito Santo, houve queda de 21% na produção de ovos e o fechamento de mais de 40 granjas, levando o estado capixaba a perder a terceira colocação no ranking nacional para Minas Gerais. “O Espírito Santo tem um dos custos mais altos do país. Ainda hoje não recuperamos totalmente os níveis anteriores”, lembrou Hand.

Para o economista, a atuação coordenada de associações locais e nacionais foi fundamental para evitar um impacto ainda maior. “Se não fosse a atuação das entidades locais e nacionais, teríamos perdido mais de 50% da produção. Esse episódio reforçou ainda mais de que a união do setor é capaz de mitigar perdas em momentos críticos”, frisou.


Visibilidade


“Se você não aparece, você não existe”. A frase, lembrada pelo economista, resume o papel do marketing e da visibilidade para o setor. Hand reforça que o ovo só conquistou espaço no prato do brasileiro depois que passou a ter campanhas permanentes de valorização. “O ovo só passou a ter espaço depois que começou a aparecer. É preciso estar sempre visível, dar respostas às críticas, apresentar contrapontos e mostrar a relevância do produto. Sem visibilidade, o setor não sobrevive”, pontuou.


Para Hand, o futuro da indústria de ovos depende de duas frentes: do país criar condições para que o consumidor tenha maior poder aquisitivo e de fortalecer a participação dos produtores em associações. “Ao se unir às entidades, o produtor não apenas recebe apoio, mas colabora na busca de soluções conjuntas para gargalos e desafios. É essa construção coletiva que garante a sustentabilidade e o crescimento da cadeia”, ressalta o executivo da AVES/ASES.


versão digital está disponível gratuitamente no site oficial de O Presente Rural. A edição impressa já circula com distribuição dirigida a leitores e parceiros em 13 estados brasileiros.


Fonte: O Presente Rural

Foto: Jaqueline Galvão / OP Rural
Foto: Jaqueline Galvão / OP Rural



















Foto: Divulgação Avimig

 
 
 

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