Guerra pode aumentar os preços de frangos, suínos e ovos, diz setor
- AVIMIG

- há 7 horas
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A alta nos custos de produção e de logística no setor agropecuário nacional, reflexo dos conflitos no Oriente Médio e seus impactos, principalmente, no diesel e outros insumos, pressiona cadeia produtivas e deverá ser repassada para o preço de alguns alimentos nos próximos dias.
É o caso das carnes de frango, suína e ovos. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) relatou que a guerra já gerou altas de até 20% nos fretes rodoviários para o setor, o que inclui desde o transporte de insumos até a distribuição do produto no mercado interno. A entidade alertou também para o encarecimento de até 30% das embalagens plásticas, cuja matéria-prima é proveniente de países da região do conflito.
A entidade confirmou que o mercado de ovos, por exemplo, apresenta um cenário de oferta equilibrada em 2026 em relação ao visto no ano passado neste período de quaresma, em que o consumo aumenta. O crescimento da produção está dentro do previsto pelo setor ao mesmo tempo que a demanda segue aquecida, impulsionada pela maior procura pelos consumidores por proteínas de custo mais acessível.
"Frente a este quadro, é possível que ocorram nos próximos dias repasses aos preços para o consumidor tanto de ovos, como de carne de frango e carne suína", informou em nota.
A entidade afirmou que, com a alta nos preços dos combustíveis, as empresas produtoras de aves, suínos e ovos enfrentam cenário de fretes variáveis, de acordo com a localização da companhia. Em geral, os custos oscilam entre 10% e 20% para acima em relação ao que era praticado antes do início da guerra.
A ABPA lembrou que o setor tem alta demanda logística, como a compra de ração (milho e soja) e a redistribuição do produto final no mercado interno. Cerca de 65% da carne de aves fica no Brasil. No caso da carne suína, são 75% e de ovos, 99%.
Já nas exportações, o setor movimenta, por ano, mais de 270 mil contêineres refrigerados, que demandam maior consumo energético e, consequentemente, mais gasto.
"Há outros impactos envolvidos decorrentes dos gargalos logísticos que se seguiram aos entraves logísticos causados pela situação no Estreito de Ormuz, e que estão nesta conta. Inclui-se nisto o custo de embalagens, cujos insumos são importados e tem na indústria plástica seu principal fornecedor – já há registros de alta de até 30% no preço das embalagens. Se agregam a estes custos as taxas de guerra determinadas pelas empresas armadoras, o tempo maior de trânsito dos navios, entre outros pontos, e que refletem no mercado interno", acrescentou a entidade.

Fonte: Globo Rural








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