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Exercício Simulado de Gripe Aviária do IMA é acompanhado de perto pela AVIMIG

  • Foto do escritor: AVIMIG
    AVIMIG
  • há 32 minutos
  • 4 min de leitura
Gustavo Fonseca
Gustavo Fonseca

A Diretoria da AVIMIG participou, de 13 a 17 de abril, do ‘Exercício Simulado de Atendimento a Focos de Influenza Aviária’, realizado pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) nas granjas de Pará de Minas e região. O presidente do Conselho Diretor da Avimig, Antônio Carlos Vasconcelos Costa, falou na abertura do evento, destacando a importância do simulado na prevenção das doenças.


Já o diretor técnico da entidade, médico veterinário Gustavo Fonseca, que participou do Simulado, aproveitou o encerramento do encontro para ressaltar a importância do Fundo de Defesa Sanitária do Estado de Minas Gerais (Fundesa-MG), tirando as dúvidas e explicando sobre como se dá o reembolso em caso de emergências sanitárias.


Cento e vinte profissionais, entre servidores do IMA e representantes de outras instituições, participaram do simulado. Ao longo de cinco dias de ação em campo, foram vistoriadas mais de 50 propriedades, onde estão alojadas cerca de 2,5 milhões de aves. Na prática, os técnicos reproduziram como deve ser a resposta a um eventual foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), reforçando a capacidade do estado de proteger a produção e preservar a confiança dos mercados.


Para Gustavo Fonseca, o simulado de resposta à influenza aviária reforça a importância da preparação prática e integrada diante de possíveis emergências sanitárias. “Esse tipo de exercício é fundamental para alinhar protocolos, testar a capacidade de resposta das equipes e garantir maior agilidade e eficiência na contenção de eventuais focos, protegendo a avicultura mineira e a segurança alimentar. Iniciativas como essa demonstram o comprometimento do estado com a biosseguridade e a defesa sanitária”, disse o diretor técnico da AVIMIG.


Atuação rápida

A gerente de defesa sanitária animal do IMA, Izabella Hergot, explicou que quando uma ave apresenta sinais clínicos suspeitos da doença - como morte súbita, dificuldade de respirar, crista e barbela arroxeados, apatia, falta de apetite - o primeiro passo é notificar uma das unidades do IMA para que o órgão possa coletar amostras e enviar para o laboratório de referência do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em Campinas. Ela lembrou ainda que o vírus não é transmissível por meio do consumo da carne de frango, mas que é importante cozinhar bem a carne de ave.


Pará de Minas e região foram escolhidas para ser palco do exercício simulado por concentrar cerca de 100 milhões de aves, num universo de 504 milhões registradas para abate no estado em 2025.


Segundo o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa), Thales Fernandes, o estado possui o quinto maior plantel de galináceos do país e registrou mais de U$ 300 milhões com a exportação de carne de frango em 2025. “A capacidade de resposta rápida e coordenada diante de situações de risco sanitário se consolida, nesse contexto, como um diferencial competitivo”, destacou o secretário.


Vigilância permanente

“Não podemos prever uma emergência sanitária, mas podemos nos preparar para responder com eficiência caso ela ocorra”, disse a diretora-geral do IMA, Luiza de Castro, acrescentando que a combinação entre alta densidade produtiva e intenso trânsito de cargas reforça a necessidade de vigilância permanente, sobretudo diante da gripe aviária, uma doença com um alto teor de disseminação entre as aves.


Luiza de Castro pontuou que a abertura de mercados internacionais tem elevado as exigências sobre a produção agropecuária, especialmente em acordos como o firmado entre Mercosul e União Europeia, que demandam controles sanitários cada vez mais rigorosos.


“As exigências do sistema de fiscalização são muito importantes para uma cadeia de produtos saudáveis, com foco no ser humano e no fornecimento de produtos de alta qualidade” afirmou o presidente da Cooperativa dos Granjeiros do Oeste de Minas (Cogran), Marcelo Amaral. A Cogran exporta cortes de frango para o Japão desde 2024. Segundo ele, como a produção local não é integralmente absorvida pelo mercado interno, isso reforça a importância das exportações.


Marcelo Amaral disse ainda que é nesse cenário que se constrói a confiança dos mercados internacionais, diretamente ligada à capacidade de resposta diante de eventuais emergências sanitárias, considerado um fator decisivo para a manutenção e a rápida retomada do comércio exterior.


A prática no campo

O exercício simulou todas as etapas de atendimento a um caso suspeito, da notificação às medidas de contenção, incluindo coleta de amostras, barreiras sanitárias, desinfecção de veículos e uso de ferramentas tecnológicas. A coordenadora do Programa de Sanidade Avícola de Minas Gerais, Fabiana Vladimira, destacou que “o exercício permitiu identificar pontos de aperfeiçoamento e alinhar a atuação das equipes”, reforçando a importância da preparação contínua para respostas mais ágeis e eficazes.


“A informação qualificada é parte da resposta. Quando os diferentes públicos sabem como agir, conseguimos reduzir riscos e tornar a atuação mais eficiente”, afirma o coordenador do Núcleo de Educação Sanitária do IMA, Cleiton Barbosa. Além da preparação técnica, o exercício incluiu ações de conscientização para a sociedade, envolvendo produtores, entidades representativas do setor, instituições de ensino e veículos de comunicação para reforçar o papel de cada segmento em uma possível emergência sanitária.


Os endereços e contatos das unidades do IMA podem ser consultados no site oficial do órgão: ima.mg.gov.br


 

Imagem: Servidores do IMA no Simulado contra Influenza Aviária
Imagem: Servidores do IMA no Simulado contra Influenza Aviária

Fonte – Assessoria de imprensa (Adaptado)

 
 
 

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