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Agro mineiro prega cautela diante de novo tarifaço

  • Foto do escritor: AVIMIG
    AVIMIG
  • há 58 minutos
  • 2 min de leitura

Sobretaxa sobre um mesmo produto brasileiro poderá atingir 37,5%; no caso do agro, nova onda de tarifas dos EUA ameaça principalmente a produção de açúcar



O agronegócio mineiro adotou uma postura de cautela diante um novo tarifaço aplicado pelos Estados Unidos (EUA) aos produtos brasileiros. Na visão de representantes do setor, é preciso entender quais produtos estarão incluídos na lista das novas tarifas e quais estarão presentes na lista de exceções, para a partir daí deliberar quais medidas poderão ser tomadas.


O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) propôs ao governo dos EUA a aplicação de duas tarifas de importação. A primeira prevê uma tarifa adicional de 25%, aplicada especificamente sobre produtos brasileiros.


A segunda, motivada por investigações sobre o uso de trabalho forçado, abrange 60 economias e propõe alíquotas de 10% ou 12,5%, grupo no qual o Brasil foi inserido com a taxa máxima de 12,5%.


Se ambas as medidas forem aprovadas, a sobretaxa sobre um mesmo produto brasileiro poderá atingir 37,5%. No caso do agro, a nova onda de tarifas dos EUA ameaça principalmente a produção de açúcar.


Segundo o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Sistema Faemg Senar), Antônio de Salvo, em alguns casos, os produtos do agro brasileiro podem ter competitividade no mercado norte-americano mesmo com a tarifa.



O dirigente deu como exemplo o caso da carne, em que a arroba da carne norte-americana está na casa dos US$ 108, enquanto a carne brasileira chega aos EUA com o preço de aproximadamente US$ 65/arroba. Assim, mesmo com uma tarifa de 25%, a carne brasileira teria um preço mais competitivo que a produzida no país de Donald Trump.


Por isso, o presidente da Faemg ressaltou que o setor irá esperar a publicação oficial do novo tarifaço, para verificar quais produtos que são importantes para a produção do campo em Minas que serão realmente sobretaxados e que vão demandar um trabalho pontual das entidades.


“Nós vamos ter que entender que o produtor americano quer que nós sejamos tarifados, mas será que o consumidor quer? Porque vai pagar 25% a mais na carne barata que chega do Brasil. Então vamos ter cautela para a gente esperar o que vai acontecer, porque a gente sabe que tem também, infelizmente, um terrível viés político misturado nisso”, declarou Antônio de Salvo, em coletiva de imprensa na sede da Faemg, nesta quarta-feira (15/7).


Foto: Divulgação Faemg
Foto: Divulgação Faemg


 
 
 
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