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Alysson Paolinelli: um mineiro para o Prêmio Nobel da Paz


Grande incentivador das tecnologias e inovações no campo, como primordiais para o aumento de produtividade e maior oferta de alimentos, o ex-ministro da Agricultura, Alysson Paolinelli, está sendo indicado ao Prêmio Nobel da Paz de 2021. A indicação é iniciativa de 20 entidades brasileiras, que receberam o apoio de grande número de organizações, universidades e profissionais de, pelo menos, 20 países. Entre os apoiadores está a Avimig, por reconhecer sua dedicação para o engrandecimento do agronegócio em Minas e no Brasil. A candidatura será formalizada em breve.


Aos 84 anos de idade, expoente da agricultura nacional, tendo a candidatura aprovada, o ex-ministro será avaliado pelo Comitê Norueguês do Nobel por sua contribuição e dedicação à agricultura tropical e a consequente segurança alimentar gerada por ela, bem como pela sustentabilidade que as novas tecnologias trouxeram à produção de grãos, em larga escala, no Cerrado brasileiro.


“Alysson Paolinelli trilhou e alçou caminhos que o levara à projeção mundial. A inovação e a tecnologia para o campo estão em seu DNA, desenvolvendo conceitos e ferramentas importantes para o aumento de produtividade e maior oferta de alimentos. Proporcionou também uma revolução científica tecnológica no campo, gerando harmonia entre a produção e o meio ambiente. Paolinelli sempre foi grande apoiador da avicultura mineira, mantendo interlocução cordial com nosso setor. Sempre que possível, esteve presente nos eventos da Avicultura, contribuindo com entrevistas técnicas para a nossa revista. Os mineiros, mais do que nunca apoiam, torcem e vibram por sua indicação e êxito para o Prêmio Nobel da Paz. Paolinelli contribuiu muito para aumentar e melhorar a produção de alimentos e trabalhou para minimizar a fome no Brasil e no mundo”, disse o presidente da Avimig, Antônio Carlos Vasconcelos.


A diretora executiva da Avimig, Marília Martha Ferreira, lembra que conheceu o professor Alysson Paolinelli em meados dos anos 60, quando a avicultura de Minas Gerais estava ainda nascendo. “Ele era diretor da Escola Superior de Agricultura de Lavras (Esal). Com o dr. Haroldo Vasconcelos, fomos visitá-lo para solicitar um espaço na Escola de Lavras para realizarmos o primeiro encontro de avicultura dentro do programa ETA-42, que foi o programa que realmente alavancou o setor mineiro da avicultura industrial. Dr. Haroldo, médico pediatra, tinha como bandeira que as doenças das crianças tinham como causa principal a desnutrição e que tanto o ovo quanto o frango seriam as proteínas mais ricas que elas precisavam; aves de rápido crescimento, ideais para produção em escala e baixo custo. O professor Alysson nos recebeu em sua casa, ficou entusiasmado com a proposta e nos ofereceu as dependências da Esal, o que necessitávamos para o encontro, que foi um sucesso. Quando ele foi nomeado para o Ministério da Agricultura, já frequentava os encontros e jantares do Clube do Galo Mineiro, da Associação Mineira de Avicultura (AMA), sigla que, mais tarde se transformou em Avimig.


Marília Ferreira lembra, ainda, que, como ministro, Alysson Paolinelli foi muito parceiro da avicultura. “Ele colocou Minas Gerais, a nosso pedido, no programa da Companhia de Financiamento Produção (CFP), da aquisição de milho do governo, vendido em cotas que, na época, foi um facilitador para o desenvolvimento do agronegócio avícola. Tanto no ministério, como quando secretário de Agricultura de Minas Gerais e deputado federal, sempre manteve as portas abertas para atender à Avimig e continuou participando dos jantares do Galo e outros eventos. Participou, ainda, como ministro, da abertura do Congresso Mundial de Avicultura no Rio de Janeiro”, contou a diretora executiva.


E ressaltou: “A Avimig se sente honrada em saber que o professor Alysson está sendo indicado para o Prêmio Nobel da Paz na modalidade de alimento para o mundo. Assim sendo, torcemos e aguardamos com muita fé que ele seja agraciado; pois, além da avicultura, ele é uma lenda no setor agropecuário, ensino, pesquisa e extensão. Todos os brasileiros e, principalmente, os mineiros devem a ele o sucesso do agronegócio nacional, que tanto tem alimentado a nossa e outras nações, dando visibilidade às exportações. Parabéns, professor, deputado federal, ministro e secretário de Agricultura de Minas Gerais, uma celebridade das Minas Gerais, sem nunca ter sido uma estrela: simples, magnânimo e abençoado!”


Revista da Avimig


Alysson Paolinelli foi destaque de capa da edição 156 da Revista da Avimig, publicada em maio de 2020, quando, em entrevista à jornalista Maria Helena Dias, falou sobre o agronegócio após a pandemia: “O agronegócio brasileiro é o que mais vai crescer no mundo após a pandemia. Precisamos ter racionalidade nas medidas que vamos tomar. O produtor tem de saber da necessidade de mudanças. Nós temos de produzir muito mais alimentos com a nossa capacidade de sustentabilidade. A agricultura tropical, que nestes últimos 45 anos conseguimos trilhar, é a mais sustentável do mundo e já tem esse reconhecimento. Nós estamos mais avançados na biotecnologia, porque somos um país tropical, temos 12 meses de biotecnologia funcionando com solo, plantas e animais. O Brasil precisa aproveitar essa grande chance. No Cerrado, todo produtor que tem irrigação produz três safras no ano. Em função da biotecnologia, estamos muito à frente dos grandes concorrentes”.


Histórico


Um dos apoiadores da avicultura em Minas Gerais, Alysson Paolinelli, que é mineiro de Bambuí, acompanha o desenvolvimento da avicultura desde os tempos de estudante, na Universidade Federal de Lavras (Ufla), onde formou-se em engenharia agronômica. Professor, secretário de Agricultura de Minas Gerais por três vezes, chefe da Delegação Brasileira na Conferência Mundial de Alimentos da FAO, presidente da Associação Brasileira de Educação Agrícola Superior do Brasil, ministro da Agricultura na década de 1970 e deputado federal no período da Constituinte, ele também presidiu a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e foi um dos responsáveis pela criação da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em 1973, bem como pelo desenvolvimento do Proálcool.


Em 2006, Alysson Paolinelli recebeu o prêmio World Food Prize, que condecora personalidades que contribuíram significativamente para o aumento da qualidade e da quantidade de alimentos no mundo. Hoje, é presidente executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho) e do Instituto Fórum do Futuro, além de embaixador da Boa Vontade do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA).

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