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Seminário "Um Dia no Futuro" - Alysson Paolinelli

"Ampliam-se conflitos por falta de oportunidades enquanto os países tropicais são a saída para a fome, a desigualdade e a agenda climática"


O presidente do Fórum do Futuro, Alysson Paolinelli, junto ao presidente do Sebrae, Carlos Melles, abrem o seminário "Um Dia no Futuro" reafirmando a parceria em prol das ações em comum das instituições em levar mais conhecimento, tecnologia e inclusão social para pequenos e médios produtores rurais brasileiros.


O evento tem por objetivo promover uma discussão a fim de avançar nas questões da agenda climática, de produção de alimentos de maneira sustentável, da desigualdade e da aproximação com o pequeno produtor rural – visto como elemento essencial nesse contexto.


Durante seu discurso na abertura, Alysson citou a desigualdade e o aumento populacional como um sinal de alerta. “O mundo continua hoje com desigualdades significamente grandes. A população aumentou acima do previsto. Houve uma explosão demográfica. As lideranças não estavam contribuindo efetivamente com a desigualdade na humanidade. O resultado está aí: temos um mundo hoje mais educado, mais inteligente, com conhecimento mais avançado em ciências e tecnologia, fazendo esforços fabulosos para consertar alguma coisa”.


Alysson Paolinelli, Presidente do Instituto Fórum do Futuro, faz uma reflexão sobre o papel do Brasil na conjuntura global dos próximos anos. “Uma árvore em pé vale muito mais do que tombada. Isto é uma grande verdade, mas hoje praticamente reservada aos cientistas, que podem enxergá-la e compreendê-la completamente. O mundo – principalmente os jovens – precisa conhecer o verdadeiro significado do que a inclusão social e tecnológica de milhões de pequenos e médios produtores pode representar para a solução das crises agudas e diversas vivenciadas atualmente”, salienta.


De acordo com Paolinelli, é possível mais do que dobrar a produção de alimentos sem que seja necessário derrubar uma única árvore, e que já existe tecnologia para isso. No entanto, é indispensável que as lideranças globais percebam a dificuldade em oferecer segurança alimentar com mais de 200 mil novas bocas sendo acrescentadas à demanda a cada dia, até 2050. “Lidar com essa realidade e ao mesmo tempo cumprir as exigências da pauta ESG exige aprimorar a gestão, o planejamento e assegurar o engajamento comprometido de líderes globais”, observa o líder do Instituto.


Estima-se que mais da metade das tecnologias sustentáveis já existentes ainda não conseguiram atingir os pequenos e médios produtores tropicais que, por sua vez, são praticamente condenados ao extrativismo que sobrevive de saques contra natureza como se fosse um almoxarifado inesgotável. Paolinelli acrescenta ainda que “é indispensável gerar renda e emprego para os excluídos com base em projetos sustentáveis orientados pela ciência. Falta decisão política, falta virar essa página da história, falta assimilar o impacto positivo que esta decisão pode representar para todos os países”.


Paolinelli falou ainda sobre a criação de programas, onde o produtor passou a ser informado que existiam inovações que ele precisava conhecer e mudanças que precisavam ser feitas em seu processo produtivo. Mas pondera a situação do produtor atual. “Ele sabe que não é possível conviver num barraco com sua família, com seus filhos, e a noite não ter comida na panela pra comer. Essa é uma das causas das mais incidentes, da fome, da miséria, da desigualdade, da falta de oportunidades”, observa – e acrescenta que – “no mundo de hoje, não há igualdade de oportunidades”.


O líder do Fórum do Futuro expõe que há fome, miséria e guerra entre os povos. “Está aumentando conflitos no mundo por falta de oportunidades. Preocupação que o Brasil tem que ter nessa discussão da paz mundial. A sociedade está aceitando discutir rumos e caminhos. Hoje, eu diria, vencemos todas as incertezas de que o mundo tropical não era competitivo”, conclui.


Parceiro do Fórum do Futuro, o Sebrae entra como uma esteira condutora para viabilizar a inclusão social e tecnológica das 4,5 milhões de famílias de pequenos e médios produtores vítimas da exclusão tecnológica.


“Exercendo o seu papel de contribuir com a competitividade e sustentabilidade dos pequenos negócios dos mais variados setores econômicos produtivos do país, o Sebrae se notabiliza pelo apoio e fomento aos pequenos produtores rurais espalhados pelo Brasil”, argumenta Carlos Melles, presidente do Sebrae Nacional.


De acordo com o representante do Sebrae, o setor, apesar de extremamente relevante e representativo por sua contribuição nas exportações e resultados representados pelo PIB (Produto Interno Bruto), ainda apresenta uma grande carência de gestão no pequeno negócio rural, seja pela falta de competências técnicas ou ineficaz estratégia de atuação no mercado.


Melles acrescenta ainda que a atuação no agronegócio, mais especificamente em ações voltadas ao aumento do desenvolvimento e produtividade rural, o incremento da inovação e tecnologia e o acesso diferenciado a mercados, visando aumento da competitividade, considera ainda o aprofundamento nos desafios e oportunidades na bioeconomia, no uso sustentável dos recursos naturais e nas especificidades de cada tipo de empreendimento, comunidade e território que fará parte da iniciativa.


“A gente está buscando o futuro e o futuro está aqui com a gente. Um país de 500 anos, preservado como o Brasil, com cinco biomas formidáveis. O que era preocupante, conquistou, virou a oitava maravilha do mundo, que é o Cerrado”, exalta Melles no seu discurso de abertura.


Fonte:Vervi Assessoria



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