top of page
banner avimig interno.jpg

NOTÍCIAS

Por que as granjas estão trocando a lenha pelo gás?

  • Foto do escritor: AVIMIG
    AVIMIG
  • 28 de mai.
  • 3 min de leitura

O movimento nos aviários para substituir a lenha pelo Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) ou biogás tem ganhado cada vez mais força, impulsionado pela necessidade da automação, busca por eficiência operacional e pela redução de custos com mão de obra. Embora a lenha ainda seja comum, o setor avícola projeta crescimentos recordes para 2026, o que tem exigido tecnologias de aquecimento mais precisas para garantir o bem-estar animal e a competitividade.

Enquanto a lenha requer alimentação manual constante – até mesmo durante a madrugada -, os sistemas a gás operam com controladores digitais, que ligam e desligam conforme a temperatura desejada, o que pode gerar economia, em algumas granjas, de até 50% em mão de obra.


Granja Brasília


Utilizamos gás em vez de lenha principalmente por se tratar de uma fonte de aquecimento mais eficiente para o sistema de produção. O gás proporciona aquecimento por irradiação, elevando primeiro a temperatura da cama e distribuindo o calor de maneira mais uniforme, o que é fundamental para o melhor desempenho dos pintinhos nas primeiras semanas de vida”, informou o gerente financeiro da Granja Brasília, Adilson Júnior.


Segundo ele, além dos ganhos zootécnicos, o sistema também apresenta vantagens em relação à mão de obra, pois exige menos dos colaboradores por ser automatizado, o que contribui para melhores condições de trabalho, maior conforto operacional e até mesmo para a atração e retenção de funcionários.

“Embora o custo da lenha, como combustível, seja menor, quando são considerados os gastos com manutenção das fornalhas, a frequência de reparos e os custos operacionais envolvidos, essa diferença pode diminuir bastante e, em alguns casos, até se igualar”, disse Adilson Júnior.


De acordo com ele, as principais vantagens do gás em relação à lenha estão na maior eficiência térmica, no controle mais preciso da temperatura, na distribuição mais uniforme do calor e na maior segurança operacional, já que o sistema não depende de abastecimento manual constante. Além disso, oferece mais conforto para a equipe e mais estabilidade no manejo das aves.


Vibra Foods


A troca do gás pela lenha na Vibra Foods ocorreu, principalmente, pelo benefício no dia a dia relacionado à mão de obra, o que tornou a operação mais prática. Um outro ponto deve-se ao custo das campânulas a gás que, ao longo dos anos, se tornaram atrativas pelo custo-benefício. “Ao ser comparado com o sistema de aquecimento a lenha, uma fornalha tem o seu custo inicial elevado e, geralmente, necessita-se de uma reforma ou substituição após um período de 5 a 7 anos. Já o sistema com campânulas a gás veio como uma opção mais viável e duradoura, embora o custo inicial envolva a implementação da central de gás e a instalação”, disse o gerente de produção da Vibra Foods, em Sete Lagoas, Agnaldo Pelentier, revelando que a empresa ainda atua hoje com os dois sistemas, lenha e gás.


Ele explicou que, normalmente, a lenha é mais barata, principalmente quando o produtor possui o seu próprio reflorestamento para esse fim. Já o gás GLP apresenta uma instabilidade em seu valor, fazendo com que o custo do gás se torne variável.


“O sistema a gás proporciona maior praticidade no manejo, reduzindo a necessidade de mão de obra, além de apresentar maior eficiência na fase inicial de aquecimento. Entre os principais benefícios, destacam-se o melhor controle de temperatura e a redução de sujeira, como fuligem e cinzas, contribuindo para um ambiente mais limpo. Além disso, mantém o conforto térmico das aves, devido à maior constância da temperatura desejada, promovendo melhor uniformidade, melhoria da ambiência, eficiência operacional e maior biosseguridade”, finalizou Agnaldo Pelentier.




 
 
 

Comentários


bottom of page