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‘Fábricas inteligentes’ alavancam mercado de filé de frango

Atender ao consumo crescente de filé de frango porcionado, com peso exato e máximo aproveitamento da matéria-prima, não é tarefa fácil. Atentos à demanda regional por grandes volumes, processadores de aves estão sentindo na pele que o trabalho manual tornou-se insuficiente.

Neste mercado, só tem futuro quem investe em tecnologias de ponta. Em plantas de processamento de alto volume, o uso da ‘inteligência’ se tornou indispensável na produção automática de porções de filés de peito de peso fixo.

As fábricas necessitam de soluções que, combinando hardware e software de maneira criativa, possam realmente pensar por si mesmas para obter o melhor de cada filé individual. Isso significa utilização ideal de matéria-prima, sobrepeso mínimo e lucro máximo. Também precisam de tecnologias para oferecer inúmeras opções de corte.

O processador de alimentos deve estar preparado para atender aos gostos diversos, de diferentes famílias, que consomem peito de frango em casa ou em restaurantes. Precisa oferecer filés, sassamis, medalhões, tiras, nuggets e cubos, entre outras opções.

E para fidelizar o consumidor, independentemente do formato, os produtos, processados em grandes volumes, devem ter a mesma aparência e peso. Somente equipamentos de porcionamento inteligente de alta velocidade podem conseguir isso.

Com o aumento da procura e da produção, surgem novos desafios. Os frangos estão se tornando mais pesados, com seus grandes filés de peito, difíceis de acomodar em bandejas para varejo. Essas embalagens geralmente têm peso e preço fixos. Filés mais pesados, no entanto, dificultam atingir o peso necessário da embalagem, resultando em sobrepeso evitável e indesejado.

Equipamentos combinados com softwares inteligentes são capazes de solucionar esses problemas. Calculam como cada filé deve ser porcionado para obter o melhor uso possível da matéria-prima, reduzindo qualquer sobrepeso ao mínimo e maximizando o rendimento.

Tecnologias adequadas também auxiliam no aproveitamento do retalho, um subproduto inevitável do porcionamento de filé. Em uma linha de processamento dedicada, pequenos pedaços, que são carne de alta qualidade, se tornam valiosos e podem ser utilizados em produtos processados de valor agregado.

Para finalizar, é necessário uma boa apresentação. O retalho do filé de peito para venda no varejo deve ter uma aparência natural, como se não tivesse sido cortado. Porcionadoras modernas operam com extrema precisão e produzem cortes com essas especificações.

Com a utilização da mais recente tecnologia de controle de visão, com laser, associada a um software de porcionamento inovador, é possível determinar a forma exata de cada filé e calcular a melhor maneira possível de porcioná-lo.

O fato é que cada vez mais os clientes, sejam redes de supermercados ou de fast food, exigem um amplo portfólio de produtos diferentes dos processadores avícolas. Por isso, é importante que qualquer sistema de porcionamento não apenas manuseie grandes volumes, mas também possa lidar com mais de uma especificação de produto ao mesmo tempo. Além da capacidade de criar produtos diferentes em pistas diferentes, deve ser possível mudar rapidamente de um produto para outro.

Todas essas tecnologias já estão disponíveis e os processadores começam a ter a consciência de que, neste mercado, o futuro é apenas de quem investe nas ‘fábricas inteligentes’.

Sebastian Moraga é especialista de produto para a linha de equipamentos de porcionamento da Marel, líder global no fornecimento de equipamentos, sistemas e serviços avançados para as indústrias de processamento de aves, carnes e pescados.

Fonte: Marel





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