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A IMPORTÂNCIA DA BIOSSEGURIDADE NA PRODUÇÃO ANIMAL

Um tema que nunca pode ser deixado de lado é a biosseguridade.


A biosseguridade se refere à prática de medidas que têm como propósito minimizar os riscos de introdução de doenças infecciosas em um empreendimento de produção animal. Que o Brasil é o maior exportador de carne de frango do mundo, já é fato e, devido à grande produção, as empresas empregam rigorosos mecanismos de biosseguridade nas suas produções. Por esse motivo, o país é livre da Influenza Aviária, doença de notificação obrigatória, que causa grandes prejuízos econômicos onde ocorre. Frequentemente, pode-se escutar o uso do termo biossegurança em substituição à biosseguridade, mas são termos com conceitos diferentes. A biosseguridade está relacionada à saúde animal, como descrito no início deste texto. Já a biossegurança, de forma geral, indica normas e procedimentos relacionados à saúde humana. É sempre bom relembrar as medidas de biosseguridade nas granjas avícolas, medidas simples de serem adotadas e que possuem grande importância para o status sanitário do lote:

Distanciamento entre granjas avícolas - O aviário deve ser construído em local tranquilo, respeitando as distâncias mínimas preconizadas nas legislações vigentes: 3 km de distância entre granjas comerciais e granjas de reprodução e, no caso de Minas Gerais, 3 km entre granja de corte e postura comercial com capacidade de alojamento superior a 1.000 aves, como previsto na Portaria 2038, de 10 de fevereiro de 2021, do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA).


Telas e cercas de isolamento - As telas dos galpões devem ser de 1 (uma) polegada (2,54 cm), para que impeçam a entrada de aves silvestres dentro da granja, uma vez que podem ser transmissoras de doenças para o plantel alojado. As cercas de isolamento devem possuir, no mínimo, 1 (um) metro de altura e distanciamento de, no mínimo, 5 (cinco) metros do galpão. Devem ser integras, de forma que impeçam a entrada de animais domésticos.

Arco de desinfecção - Os veículos podem ser porta de entrada de vírus e bactérias para a granja. Por esse motivo, não se deve permitir o acesso de veículos nas propriedades, sem que ocorra a devida desinfecção.

Controle de fluxo de pessoas e veículos - Ter registrado, por um prazo não inferior há 2 anos, os nomes dos visitantes e placas de veículos que tiveram acesso à granja, como, também, dispor de placas na entrada da propriedade, alertando sobre a proibição do acesso de pessoas não autorizadas e, ainda, a obrigatoriedade da desinfecção do veículo ao entrar.


Controle de pragas e roedores - A granja deve realizar o controle de roedores de forma eficaz, visto serem, também, carregadores de doenças para o plantel. Posicionar as iscas de forma estratégica para que os roedores tenham contado com as mesmas. O controle de pragas como, por exemplo, as moscas, deve ser realizado, obrigatoriamente. Todas as medidas para controle de pragas e roedores devem estar registradas em livro e disponível por um período de 2 (dois) anos, para a fiscalização do órgão oficial.


Aves mortas - Deve-se realizar o correto destino das aves mortas e resíduos de produção. O uso da composteira de forma correta não dá mau cheiro, não polui o ambiente e é eficaz na decomposição da matéria orgânica, gerando, ainda, composto orgânico que pode ser utilizado no solo.


Vacinação do lote - O responsável técnico da granja deve estar atento às doenças que ocorrem em sua região para, assim, formular programa de vacinação que atenda aos desafios da região.

É oportuno citar outras medidas importantes de biosseguridade, como: limpeza e desinfecção dos galpões e equipamentos; realização do vazio sanitário; fornecimento de água de qualidade para as aves alojadas e emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) para controle do trânsito das aves. É, também, fundamental conscientizar os funcionários sobre o programa de biosseguridade, para que saibam a importância de seguir as medidas impostas no programa, visando chegar ao resultado final, que é continuar sendo a avicultura com sanidade desejável em vários países. •


Dúvidas? Fale com o colunista da Revista da Avimig, médico veterinário e assessor administrativo da Avimig, Gustavo Ribeiro Fonseca: avimig@avimig.com.br



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